Ataques marcam eleições no Afeganistão
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sábado, 18 de setembro de 2010
France Presse 
Cabul - Os afegãos foram às urnas ontem para votar em eleições legislativas marcadas pelas ameaças de atentados dos talibãs. Seis pessoas morreram em novos ataques ontem com foguetes perto de locais de votação no Norte e Leste do Afeganistão. Três pessoas morreram e outra ficou ferida na província de Kunar (Leste). Um ataque com morteiro na província de Takhar (Norte) também matou um homem e feriu dois de seus filhos.
Em um ataque anterior com foguetes, na província de Nangarhar (Leste), duas pessoas foram mortas e uma terceira ficou ferida. Além disso, Toryalai Wisa, o governador da província de Kandahar (sul), reduto dos talibãs, anunciou ter escapado da explosão de uma bomba na passagem de seu veículo.
Durante a madrugada, um foguete foi disparado contra o centro de comando da Otan em Cabul, horas antes da abertura das urnas para as eleições legislativas no Afeganistão, segundo um porta-voz da Aliança Atlântica. O ataque não causou vítimas.
Na sexta-feira, os talibãs sequestraram 19 pessoas - um candidato às eleições legislativas, 10 partidários de outro candidato e oito funcionários da comissão eleitoral - pondo em prática sua ameaça de realizar atentados contra a votação neste sábado, o que faz as forças de segurança permanecer em alerta máximo.
Aproximadamente 92% dos locais de votação funcionaram no Afeganistão, ou seja, mais que os 85% anunciado anteriormente, indicou o chefe da Comissão Eleitoral Independente, Fazil Ahmad Manawi. A campanha eleitoral foi paralela à da intimidação. Pelo menos três candidatos foram mortos nas últimas semanas e dezenas de ataques foram cometidos contra simpatizantes de diversas correntes políticas.
No total, 270 mil observadores afegãos e estrangeiros vão supervisionar a votação, enquanto a segurança ficará a cargo de 400.000 soldados do país e internacionais. Os resultados oficiais definitivos devem ser divulgados apenas no dia 31 de outubro. Mais de 2.500 candidatos disputam as 249 cadeiras da Wolesi Jirga, a câmara baixa do Parlamento.


