O exército israelense penetrou na madrugada de ontem na Faixa de Gaza e destruiu 17 casas de palestinos, segundo fontes de segurança palestinas. A incursão, que viola o cessar-fogo entre israelenses e palestinos, aconteceu às 3h30 locais (21h30 de Brasília), algumas horas depois de um atentado com carro-bomba, cuja autoria foi atribuída ao movimento islamita Hamas, e no qual morreram dois soldados israelenses e o camicase palestino.
Quatro tanques e duas escavadoras avançaram 200 metros na região de Al-Barahna, perto do campo de refugiados de Rafah, no Sul da Faixa de Gaza, e destruíram as 17 casas. O chefe de segurança pública para a Faixa de Gaza, general Abdelrazak al-Makhaida, denunciou esta ‘‘nova violação’’ do cessar-fogo, vigente desde 13 de junho, e garantiu que ‘‘nada justificava esta nova incursão’’, já que não ocorreu nesse setor nenhum tiroteio.
Em outra ação israelense, desta vez no Centro da Faixa de Gaza, um palestino morreu e dois ficaram feridos por disparos de soldados perto do acampamento de refugiados de Maghazi, ontem. Com este caso sobe para 623 o número de mortos desde o início da Intifada, no final de setembro passado.
Ataque aéreoA defesa antiaérea da guerrilha xiita libanesa do Hezbollah abriu fogo ontem, pela segunda vez em duas semanas, contra aviões de combate israelenses que sobrevoavam o Sul do Líbano, indicou um responsável pela formação integrista. ‘‘Nossas baterias de defesa antiaéreas dispararam contra aviões do inimigo que violavam o espaço aéreo libanês’’, precisou.
É a segunda vez que o Hezbollah dispara contra aviões israelenses desde que o Estado hebreu se retirou do Sul do Líbano, em maio de 2000. A primeira foi em 12 de junho passado, mas seus disparos não alcançaram os aviões israelenses.
Os aparelhos israelenses procedentes do Sul sobrevoaram a quase totalidade do Líbano, chegando, inclusive, a Trípoli (norte do país), e romperam a barreira do som no céu de Beirute.
A aviação israelense viola regularmente o espaço aéreo libanês desde maio de 2000 e intensificou estes vôos depois de um ataque, em 14 de maio, do Hezbollah contra as granjas de Chebaa, um controvertido território arrebatado por Israel da Síria em 1967 e reivindicado pelo Líbano.
A ONU classificou estes vôos de violação da chamada ‘‘linha azul’’ traçada pela organização no lugar de uma fronteira, e insistiu que Israel acabe com os mesmos.

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