São Paulo - Forças israelenses atacaram o norte da faixa de Gaza ontem matando dez palestinos, sete deles civis que estavam em uma praia. O ataque teve o maior saldo de mortos nos territórios desde o final de 2004, informaram autoridades palestinas.
A violência elevou ainda mais a revolta da população ontem, quando mais de dez mil pessoas participaram, em Rafah, do funeral de Jamal Abu Samhadana, chefe de uma força de segurança do Hamas na faixa de Gaza morto ontem por Israel.
As sete pessoas, incluindo cinco da mesma família, foram mortas em um bombardeio em uma praia, que fontes palestinas alegam ter sido realizado a partir de navios israelenses. Três crianças morreram enquanto brincavam na areia. Uma irmã delas, que estava nadando no momento, escapou.
Cerca de 20 pessoas ficaram feridas no ataque, que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, classificou de ''massacre sangrento''. O Exército de Israel afirmou que vai investigar o bombardeio.
O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, declarou, em um hospital onde vítimas estavam sendo tratadas, que o incidente foi um ''crime de guerra'' e pediu a intervenção imediata da Jordânia e do Egito, ambos mediadores das negociações entre israelenses e palestinos.
As forças de segurança israelense estavam em alerta ontem devido ao risco de ataques em represália à morte de Abu Samhadana, líder do grupo armado palestino Comitês de Resistência Popular, segundo a rádio israelense.

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