Bagdá Três soldados americanos morreram em menos de 24 horas no Iraque, em uma intensificação dos ataques contra as forças da coalizão que coincide com o anúncio feito pelo administrador americano Paul Bremer sobre o início de uma nova fase de reconstrução do país.
Um soldado americano morreu e sete ficaram feridos ao responder a um ataque na cidade de Faluja, 50 km a oeste de Bagdá, informou o Comando Central americano (Centcom). Os soldados americanos mataram dois dos atacantes e capturaram outros seis, segundo o comunicado do Centcom. O ataque foi realizado por um número indeterminado de pessoas usando lança-foguetes e armas leves, precisa o documento. Os militares americanos responderam com forte poder de fogo, a partir de veículos Bradley (blindados leves).
O Centcom afirmou que, segundo os primeiros informes, os autores da ação saíram de uma mesquita de Faluja.
Nesta segunda-feira, quatro soldados americanos morreram em acidentes ou por causa de ataques de comandos locais.
Um soldado morreu e três ficaram feridos quando um desconhecido jogou explosivos na passagem de uma caravana de veículos militares que se dirigiam para o aeroporto de Bagdá, indicaram oficiais americanos que presenciaram o ataque. Um dos feridos faleceu posteriormente, segundo as mesmas fontes. O agressor ficou ferido por disparos dos soldados, mas conseguiu escapar, segundo o tenente-coronel Scot Rutter, da terceira divisão de infantaria.
De acordo com testemunhas, seis ou sete membros da organização paramilitar Fedayeen de Saddam, dirigida anteriormente por um filho de Saddam Hussein, celebraram esse ataque exibindo retratos do presidente derrubado.
''Exibiram retratos de Saddam e kalachnikolvs'', contou uma testemunha.
Um terceiro soldado americano foi abatido em uma emboscada contra uma caravana militar perto de Hadita (190 km a noroeste da capital), na qual um militar também ficou ferido.
Outros dois soldados morreram acidentalmente: um se afogou perto de Kirkuk (noroeste) e outro faleceu em um acidente de trânsito na zona de Talil (250 km a sudeste de Bagdá).
Esses ataques ofuscaram o anúncio feito esta segunda-feira por Bremer de que o Iraque receberá nas próximas semanas as ajudas financeiras necessárias para estimular o comércio depois do fim do embargo imposto pela ONU desde 1990.
''São facilidades financeiras substanciais, que têm como objetivo mostrar que o Iraque está aberto aos negócios e para incentivar a todos que desejarem comercializar com o país'', declarou a administrador americano.
''O objetivo atual é ajudar os iraquianos a reconstruir sua economia depois de várias décadas de controle governamental e de má gestão'', acrescentou em entrevista à imprensa.

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