ATAQUES EM MUMBAI - Terroristas foram treinados no Paquistão
Os cerca de dez terroristas que realizaram uma série de ataques em Mumbai na semana passada treinaram por meses no Paquistão. A afirmação amplia a já tensa relação entre os dois países. Segundo dois investigadores indianos, a evidência do interrogatório do paquistanês Mohammad Ajmal Mohammad Amin Kasab, o único preso suspeito de envolvimento nos atentados, mostrou claramente o envolvimento dos militantes paquistaneses nos ataques que deixaram 195 mortos e cerca de 300 feridos. Ele continuará preso até o próximo dia 11 de dezembro. Os ataques começaram na noite de quarta-feira. Terroristas atacaram diversos pontos de regiões nobres da cidade indiana de Mumbai, centro financeiro daquele país, com tiros e granadas. Foram atingidos pontos populares entre ocidentais, como os hotéis de luxo Taj Mahal Palace e Oberoi Trident e o famoso Café Leopold, freqüentado por turistas e por profissionais de Bollywood, como é chamada a indústria cinematográfica indiana. Nos hotéis e no centro judaico Chabad Lubavitch foram mantidos reféns. Os últimos reféns foram libertados na sexta-feira. Os últimos terroristas, porém, três que resistiam no hotel Taj foram mortos no sábado.
Conhecida até 1995 como Bombaim, é a capital do estado de Maharashtra e a maior cidade da Índia, com uma população estimada em 13 milhões de habitantes
A Índia e o Paquistão são rivais que já travaram três guerras e disputam a região da Caxemira por questões religiosas e militares
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