Beirute, Líbano - Uma série de explosões raras, incluindo atentados suicidas que atingiram redutos do governo numa região costeira da Síria, matou mais de cem pessoas e feriu outras 200, informou ontem a mídia estatal e o Observatório Sírio de Direitos Humanos, um grupo ativista. O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelos ataques.
As explosões começaram em cidades pró-governo como Tartus e Jableh e tiveram como alvo os civis que enfrentam uma guerra no país há seis anos. Os ataques ocorreram em estações de ônibus e um hospital, e marcaram uma escalada no conflito enquanto as principais potências mundiais lutam para retomar as negociações de paz em Genebra, na Suíça. Muitas pessoas que fugiram das regiões em guerra no país se refugiaram nessas cidades.
Segundo relatos na TV, pelo menos um terrorista suicida detonou explosivos em uma estação de ônibus em Tartus. Mais de 33 pessoas foram mortas e muitos ficaram feridos nos atentados. Separadamente, a agência de notícias Sana informou que quatro explosões atingiram Jableh, ao sul da cidade de Latakia. Os ataques incluíram três foguetes e um homem-bomba na entrada de um hospital.
Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, no total houve sete explosões: quatro em Jableh, incluindo três atentados suicidas e um carro-bomba, e três em Tartus, incluindo dois homens-bomba e um carro-bomba.

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