Sderot, Israel- O governo israelense manteve ontem sua ofensiva aérea contra a faixa de Gaza pelo quarto dia consecutivo, enquanto começou a considerar uma proposta de cessar-fogo de 48 horas feita pela França. Aos ataques aéreos Israel adicionou uma ofensiva marítima contra alvos do grupo fundamentalista islâmico Hamas na costa de Gaza, e a concentração de tropas e tanques na fronteira foi intensificada em preparação a uma possível invasão por terra. O total de mortos em Gaza desde o início da operação chega a 384.
  Os foguetes lançados pelos palestinos já mataram quatro pessoas em Israel.
De acordo com fontes diplomáticas, as negociações para a suspensão da maior ofensiva israelense contra alvos palestinos em quatro décadas ainda estavam em um estágio inicial na noite de ontem, dando a entender que ainda não há entendimento para o cessar-fogo.
  A idéia surgiu em conversas mantidas nos últimos dois dias pelo chanceler francês, Bernard Kouchner, com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, com o objetivo de obter uma pausa de 48 horas nos ataques para permitir o acesso de assistência humanitária à população de Gaza.
  A proposta é resultado da pressão pelo fim dos bombardeios feitos pela União Européia, cuja presidência rotativa a França exerce amanhã pelo último dia, e de intensas movimentações diplomáticas envolvendo EUA, Rússia e ONU, membros do ‘‘quarteto’’ de mediadores do conflito israelo-palestino.
  Após uma reunião de emergência em Paris com ministros do Exterior da UE, Kouchner revelou que o objetivo é uma suspensão duradoura da violência. ‘‘Queremos um cessar-fogo que seja permanente e que seja respeitado, com acesso humanitário, porque há muitas vítimas. E queremos o retorno do processo de paz.’’
  Mas, a julgar pelas declarações de israelenses e palestinos, as metas citadas por Kouchner ainda estão distantes. Mark Regev, porta-voz do governo israelense, disse que a ajuda humanitária será facilitada, mas que isso não significa o fim dos ataques ao Hamas.

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