Ataques americanos devastam Fallujah
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sábado, 06 de novembro de 2004
Das agências 
Samarra-A mais intensa sequência de ataques na cidade de Fallujah, (a 50 km a oeste de Bagdá, capital iraquiana) que aconteceu na madrugada de ontem, e executada pelo Exército americano, destruiu prédios públicos e residências, segundo moradores. Em Samarra, ao norte do país, pelo menos 33 pessoas morreram ontem na explosão de quatro carros-bomba e em confrontos. Muitos soldados da Guarda Nacional iraquiana foram atingidos.
Segundo fontes médicas, dois corpos, vítimas dos ataques em Fallujah, foram levados ao hospital ontem. Sete pessoas, entre elas mulheres e crianças, chegaram com ferimentos graves depois dos bombardeios.
Os ataques foram tão intensos que motoristas de ambulâncias não se aventuraram a sair do hospital (para buscar eventuais feridos nos ataques), segundo informações de Ahmad Khalil, médico do principal hospital da cidade. Voluntários procuravam, nas ruas e escombros, mortos e feridos.
A cidade de Fallujah faz parte de uma região conhecida como Triângulo Sunita --bastião anti-EUA no Iraque, e que reúne também a cidade de Ramadi e Baquba.
Os ataques destruíram um pequeno centro médico, um armazém utilizado pelo hospital central da cidade e dezenas de casas.
Um pequeno hospital fundado por uma organização assistencial saudita no distrito central de Nazzal foi reduzido a escombros. Apenas a fachada ficou em pé.
Um armazém utilizado pelo principal hospital de Fallujah para estocagem de medicamentos também foi destruído, afirmaram as testemunhas.
Os militares americanos disseram que os bombardeios, executados depois da meia-noite, destruíram ''abrigos usados pelos insurgentes''.
Mais de metade dos 300 mil moradores de Fallujah fugiram durante a semana. Depois dos bloqueios empreendidos pelo Exército americano ontem, muitas famílias encheram seus carros com roupas, móveis e mantimentos, e fugiram para o noroeste, única passagem que ficou aberta.
O Exército americano tem bombardeado a cidade de Fallujah quase que diariamente, desde meados de 16 de outubro, no início do Ramadã (mês sagrado dos muçulmanos, época em que comer, beber e manter relações sexuais são atividades proibidas entre a alvorada e anoitecer, que acontece no nono mês do calendário islâmico).
O governo interino do Iraque emitiu diversos avisos aos moradores da cidade para que entregassem os rebeldes escondidos no local, entre eles o terrorista jordaniano Abu Musab al Zarqawi, um dos mais procurados no Iraque ontem.


