Ataques ameaçam plano de paz
O ataque contra um dos principais líderes do grupo extremista islâmico Hamas, Abdelaziz Al-Rantissi é considerado uma violação do plano de paz para o Oriente Médio, que foi aceito tanto por Israel como por palestinos. Israel matou um dos assessores de Rantissi e uma mulher que passava pelo local. O Hamas respondeu disparando foguetes contra uma cidade em Israel, provocando um segundo ataque com helicópteros, que matou mais três palestinos -todos civis.
O presidente norte-americano, George W. Bush, que luta para preservar o plano de paz para o Oriente Médio, manifestou preocupação com a tentativa de assassinato e disse que ela pode enfraquecer as medidas do primeiro-ministro palestino, Abu Mazen, para conseguir o fim da violência do grupo militante contra israelenses. ''Eu também não acredito que os ataques ajudaram a segurança israelense'', disse Bush.
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse que está comprometido com o plano, mas que ''vamos continuar lutando contra os chefes das organizações extremistas de terrorismo que matam judeus e são inimigos da paz, enquanto não haja alguém do outro lado que o faça''. O porta-voz de Sharon, Raanan Gissin, disse à rede de TV CNN que Rantissi coordenou ataques do Hamas e de outros dois grupos militantes, incluindo uma emboscada que matou quatro soldados em Gaza no domingo. Rantissi rejeitou na semana passada os esforços de Mazen por um cessar-fogo após a cúpula de Ácaba, na Jordânia.





