Em meio a uma onda de ataques a crianças em escolas, Pequim anunciou que policiais armados passarão a vigiar centros educacionais. Apesar de incomuns, os episódios têm recebido pouco destaque na controlada mídia chinesa, aparentemente por temor de inspirar incidentes semelhantes. No caso mais recente, registrado sexta-feira, Wang Yonglai, identificado como um fazendeiro, entrou de motocicleta em uma escola primária na cidade de Weifang, leste do país. Em seguida, agarrou duas crianças e se incendiou usando gasolina. Cinco alunos ficaram feridos, mas nenhum em estado grave. O agressor morreu. Foi o terceiro ataque do tipo em três dias. Na véspera, em Taixing um desempregado de 47 anos esfaqueou 29 crianças de 4 e 5 anos de idade – cinco estão em estado grave. Na quarta-feira, um ex-professor com problemas mentais esfaqueou 15 estudantes em Leizhou (sul). Logo após o terceiro ataque, Pequim determinou patrulhas nos horários de entrada e saída das escolas a partir de hoje (ontem foi feriado na China). A mídia estatal tem dado pouco espaço aos ataques, todos perpetrados por homens. O incidente de sexta-feira só saiu na versão em inglês da agência de notícias oficial Xinhua.

● A Agência de Notícias Xinhua é uma instituição jornalística estatal da República Popular da China, que é muito criticada por interferências à liberdade de imprensa. Foi fundada em 1931 e tem 7 mil funcionários


● É a capital da República Popular da China e sua segunda cidade mais populosa, com cerca de 10,3 milhões de habitantes

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