‘‘O ataque ficou marcado na memória das pessoas pela maneira como tudo aconteceu. O impacto visual dos aviões chocando contra os prédios acabou associado ao símbolo maior do terrorismo aos Estados Unidos e sua vulnerabilidade’’, comenta Eliel Machado, cientista político, docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL). E tal como a imagem da queda das Torres Gêmeas, aquele dia também mudou muitas coisas.
  Dez anos depois, o professor de engenharia do departamento de Construção Civil da UEL, Gérson Guariente Júnior, diz que, além de comentar em sala sobre inovações e peculiariedades da obras do WTC, hoje aborda novas perspectivas que surgiram com a queda das torres. ‘‘Em prédios muito altos, usa-se o sistema de contrapeso para evitar o balanço e movimentação. Este, no entanto, era apoiado nas colunas de sustentação. Atualmente, o contrapeso é isolado do restante da estrutura.’’
  Com esse novo sistema, se o ataque ocorresse hoje, o prédio não cairia por inteiro. ‘‘Somente os últimos andares seriam atingidos pelo contrapeso.’’ Isso porque, ao contrário do que as pessoas imaginam, não foi o acidente que fez o prédio desmoronar, mas o incêndio que veio em seguida, que derreteu as colunas de sustentação que seguravam o contrapeso.
  Ainda que o novo sistema seja discutido, no Brasil, segundo Guariente Júnior, não é aplicado porque não temos prédios tão altos.

● O World Trade Center, em Nova York, foi projetado no início da década de 1960 por Minoru Yamasaki. O complexo de sete edifícios tinha 110 andares

● Peso que serve para equilibrar uma força com a ajuda da gravidade; qualquer força que diminui o efeito de uma força contrária

mockup