Ataque suicida na Cisjordânia
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
Folhapress 
São Paulo - Um suicida se explodiu ontem perto de um posto militar israelense que fica nas imediações da cidade de Tulkarem, a nordeste da Cisjordânia, matando um soldado israelense e outros dois palestinos. Outras nove pessoas ficaram feridas. Todos os feridos, três israelenses e seis palestinos, foram levados a hospitais em Israel. Uma das vítimas de Israel está em condição crítica de saúde.
O atentado ocorre menos de um dia depois de Israel decretar uma região de Gaza entregue aos palestinos em setembro, após 38 anos de ocupação zona de segurança, proibindo a circulação de civis.
Segundo o jornal israelense Haaretz, nenhum grupo extremista reivindicou oficialmente a autoria do atentado, mas militares disseram acreditar que o Jihad Islâmico esteja por trás do ataque, informação que também foi divulgada pela rede de TV Al Arabiya (Dubai). De acordo com militares, o alvo não era o posto do Exército, e sim algum ponto dentro de Israel.
Próximo do local onde houve o atentado, está a cidade israelense de Netanya, alvo frequente de atentados terroristas. No último dia 6, um suicida se explodiu na frente do shopping da cidade, matando cinco israelenses e ferindo dezenas de pessoas.
Al Qaeda Um comunicado atribuído à rede Al Qaeda no Iraque comandada pelo terrorista jordaniano Abu Musab al Zarqawi foi postado ontem em um site islâmico, e reivindica o lançamento de mísseis contra o Estado israelense. O texto não diz quando esses ataques ocorreram.
Na segunda-feira, mísseis Katyusha disparados do Líbano atingiram a cidade israelense de Kiryat Shmona. Os disparos dos foguetes desencadearam uma violenta resposta do Exército israelense, que atacou um local que abrigaria uma base do grupo extremista palestino Frente Popular para a Libertação da Palestina, em território libanês. Não ficou claro, no comunicado, se os membros da Al Qaeda assumiram esse ataque. Essa é a primeira vez que a rede Al Qaeda reivindica um atentado realizado contra Israel, a partir do Líbano.
Holocausto Cerca de 40% dos sobreviventes do Holocausto que moram hoje em Israel vivem abaixo da linha da pobreza, disse ontem a Rádio de Israel. Em 2005, relata o site do jornal Haaretz, que reproduziu a reportagem, havia aproximadamente 400 mil sobreviventes registrados no país. Zeev Factor, presidente do Fundo de Auxílio aos Sobreviventes do Holocausto, afirmou à emissora que 170 mil encontram-se em situações precárias.
Segundo Factor, esse grupo inclui pessoas que chegaram a Israel nos últimos dez anos vindo de países do bloco soviético. Ele ressalta que são idosos, já que os mais jovens tinham 65 anos quando chegarem à região.


