Ataque no Kuwait foi obra da Al Qaeda
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quarta-feira, 09 de outubro de 2002
France Presse 
Cidade do KuwaitOs dois kuwaitianos que mataram um marine (fuzileiro naval) norte-americano e feriram outro na ilha de Failaka, terça-feira, eram membros de uma célula de Al Qaeda, que opera no Emirado, informou ontem a imprensa local. ''A voz de Ossama bin Laden despertou células adormecidas'' da rede, indicou a primeira página do jornal Al Watan.
O lançamento da manobra militar conjunta entre forças norte-americanas e kuwaitianas, chamada ''Eager Mace 2002'', foi ''fatal'' e o resultado foi ''um ataque por parte de uma célula de Al Qaeda no Kuwait'', prosseguiu o jornal.
Os dois kuwaitianos, identificados pelo Ministério do Interior, são Anas Ahmad Ibrahim al Kandari, de 21 anos, e Jassem Hamad Mubarak al Hajeri, de 26. Segundo Al Watan, os dois decidiram atacar depois dos apelos de Bin Laden à realização de ''operações suicidas''.
Definição oficial
Os Estados Unidos anunciaram oficialmente que consideram um ato ''terrorista'' o ataque no qual morreu um fuzileiro, terça-feira, no Kuwait, anunciou o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher.
Por outro lado, a Casa Branca está preocupada que a rede Al Qaeda possa ter treinado os dois homens que mataram um fuzileiro e feriram outro, quando realizavam exercícios no Kuwait, afirmou seu porta-voz.
''Estamos no processo de reunir qualquer informação que possamos'', disse Ari Fleischer.
Tiroteio
Soldados norte-americanos atiraram contra alvos desconhecidos na noite de ontem quando suas ''forças de proteção foram ameaçadas'' ao norte da Cidade do Kuwait, disse uma fonte no campo de Doha, onde as forças dos EUA estão baseadas, acrescentando que o incidente não ocorreu em campo.
Denúncia
O diretor libanês de uma organização beneficente muçulmana com sede nos Estados Unidos está sendo acusado de desviar doações para grupos terroristas, entre eles a Al Qaeda, anunciou ontem o secretário de Justiça dos Estados Unidos, John Ashcroft. Entre as acusações estão as de fraude e lavagem de dinheiro, num total de sete crimes.
Enaam Arnaout, que dirige a organização Benevolence International Foundation, com sede em Illinois, pode ser condenado a até 90 anos de prisão.


