Ataque não será suspenso no Ramadã
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quarta-feira, 24 de outubro de 2001
France Presse<br> De Washington 
Os Estados Unidos não vêem necessariamente a chegada do mês sagrado muçulmano de Ramadã como um prazo para deter as operações militares no Afeganistão, afirmou ontem o secretário de Estado, Colin Powell. ''Somos sensíveis ao Ramadã, mas não podemos permitir que seja o único fator determinante na hora de decidir sobre a continuidade de nossas ações militares'', disse Powell em entrevista à imprensa concedida junto com o secretário de Relações Exteriores britânico, Jack Straw.
O chefe da diplomacia norte-americana destacou que o Ramadã, que este ano começa no dia 17 de novembro, coincidirá com o início do rigoroso inverno afegão e tornará mais difíceis as operações contra o extremista islâmico Osama bin Laden e o regime taleban que controla a maior parte do país.
''Mas é importante lembrar que temos objetivos militares a atingir e desejamos que todos eles sejam cumpridos nos próximos dias'', acrescentou.
''Como nos aproximamos do mês do Ramadã e do inverno, nesse momento deveremos avaliar em qual situação nos encontramos e se será necessário prosseguir com as ações militares, e acredito que o presidente (George W. Bush) apoiará nosso critério.''
Os apelos se multiplicam nos países árabes e muçulmanos para que os Estados Unidos detenham as operações militares no Afeganistão - onde se supõe que Bin Laden esteja refugiado - durante o Ramadã, advertindo que não fazê-lo poderia provocar distúrbios em alguns países.
O patriarca sunita do Egito, assim como o presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, pediram o fim dos ataques no Afeganistão antes do começo do Ramadã, dia 17 de novembro.
O Ramadã é festejado no nono mês do ano lunar muçulmano. Nesse período, os islamitas observam um rigoroso jejum diurno.
AtaquesNove bombas foram lançadas sobre Cabul em cinco ondas de ataque durante a noite, provocando uma resposta da defesa antiaérea taleban segundo um correspondente da AFP na capital. Aviões norte-americanos também bombardearam a linha de frente ao norte de Cabul, atacando as posições talebans pelo quarto dia consecutivo, anunciou o diretor da agência oficial de notícias, a Bajtar.


