Al Jobar - Supostos terroristas islâmicos lançaram uma série de ataques na manhã de ontem no leste da Arábia Saudita matando a tiros sete pessoas, entre elas quatro ocidentais, e capturaram várias pessoas como reféns, segundo testemunhas e autoridades locais.
Quatro ativistas atacaram um edifício de uma companhia petroleira na localidade de Al-Arrakah, matando dois guardas de segurança sauditas, informou um executivo da empresa Arab Petroleum Investment Corp. (Apicorp), que pertence à Organização dos Países Árabes Exportadores de Petróleo (Opaep).
Um comunicado atribuído à rede terrorista Al-Qaeda e enviado ao escritório da France Presse em Dubai reivindicou a autoria dos ataques. ''Os combatentes heróicos do Comando de Jerusalém puderam, graças a Deus, realizar na manhã deste sábado ataques contra companhias americanas (...) especializadas em petróleo e nas atividades de exploração, e que saqueiam os recursos dos muçulmanos'', indica o comunicado assinado pela ''organização Al-Qaeda na península arábica''.
'Conseguiram matar ou ferir um bom número de Cruzados, os inimigos de Deus.
Daremos detalhes mais tarde, para identificar os heróis de nosso Comando bendito'', acrescenta o texto enviado através de correio eletrônico e cuja autenticidade ainda não tinha sido identificada até ontem de manhã.
Segundo moradores de Al-Arrakah, situada entre as cidades de Dammam e Al-Jobar no Golfo, os agressores atacaram também um ônibus que transportava ocidentais que saíam de um complexo residencial próximo e mataram pelo menos quatro estrangeiros cujas nacionalidades não foram divulgadas.
Os seguranças do complexo de ''Golden Belt'', onde residem muitos americanos, responderam aos disparos dos agressores, segundo as fontes. ''Pelo menos quatro terroristas atacaram o edifício da companhia e enfrentaram os guardas de segurança'', disse uma fonte que pediu o anonimato, acrescentando que um menino egípcio morreu no tiroteio.
Um pouco mais tarde, um edifício empresarial, onde estão vários escritórios de companhias petroleiras, entre elas a gigante anglo-holandesa Shell, foi atacado a 5 km de Al-Arrakah. Os agressores tomaram como reféns várias pessoas, entre elas a cinco libaneses, no complexo residencial ''The Oásis'', perto do centro, segundo uma autoridade local.
Uma fonte diplomática disse que ''terroristas'' armados tomaram como reféns nesse complexo muitos homens, mulheres e crianças, inclusive cinco libaneses.
O embaixador do Líbano em Riad informou à France Presse que os cinco libaneses reféns foram libertados.
Os disparos continuaram entre as forças de segurança e os homens armados que se refugiaram no complexo com seus reféns, segundo esta fonte. Estes ataques ocorreram uma semana depois da morte a tiros de um alemão em Riad.
Hermann Dingel, que trabalhava para a companhia aérea Saudi Arabia Airlines, morreu em frente a um banco no bairro al-Hamra. A morte de Dingel elevou a sete o número de ocidentais assassinados na Arábia Saudita no mês de maio.
Em 1º de maio, seis ocidentais que trabalhavam para o grupo europeu ABB, foram assassinados por supostos terroristas num complexo petroleiro em Yanbu (oeste).
Na quinta-feira, uma página islamita na Internet divulgou um comunicado atribuído ao chefe da rede terrorista Al-Qaeda na Arábia Saudita, Abdel Aziz Al-Moqrin, na qual este recomendava a seus partidários a aplicar uma guerrilha urbana no reino.

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