O Parlamento indiano, considerado um dos prédios governamentais mais protegidos do país, foi atacado ontem por um comando formado por seis pessoas com reivindicações ainda desconhecidas. Na troca de tiros morreram cinco policiais, um jardineiro e os seis invasores.
O ataque começou às 11h40 locais (4h10 de Brasília) e durou 40 minutos. Os invasores, munidos de granadas e armas automáticas, conseguiram entrar no local após escalar um muro, informou o ministro de Assuntos Parlamentares, Pramof Mahajan.
Vinte e duas pessoas foram internadas e quatro delas estavam sendo operadas. Dois médicos do hospital Ram Manohar Lohia, de Nova Délhi, informaram que a maioria dos feridos era policiais. Os trezentos deputados que estavam no Parlamento nada sofreram informou o ministro do Interior, L.K. Advani. ''Estamos em contato com a polícia da Caxemira'', disse o ministro da Defesa, sugerindo que o ataque pode ter sido obra de militantes separatistas daquela região. Reforçando essa hipótese, o exército foi colocado em estado de alerta na Caxemira, ao longo da fronteira com o Paquistão.
A principal organização separatista muçulmana da Caxemira condenou o ataque. Segundo Abdul Gani Bhat, líder da aliança Hurriyat, que reúne 20 partidos separatistas muçulmanos da Caxemira indiana, os membros são contrários à idéia de matar gente inocente em qualquer lugar do mundo.
Bhat destacou que o ataque no Parlamento acontece no momento em que os habitantes da Caxemira aguardavam boas notícias no sentido de uma definição do estatuto da província, reivindicada pela Índia e Paquistão. ''Deduz-se que, cada vez que há uma tentativa de resolver pacificamente o assunto da Caxemira, acontece um fato lamentável se traduz em perdas de vidas humanas'', acrescentou.
O ministro da Saúde indiano informou que seu país havia recebido informações sobre planos de atentados na Índia após a derrota do Taleban no Afeganistão. O premier indiano, Atal Behari Vajpayee, afirmou na televisão que o episódio no Parlamento foi um ataque contra uma nação inteira e prometeu responder a cada ataque.

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