Ataque israelense ameaça a trégua
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sexta-feira, 08 de agosto de 2003
France Presse 
Gaza O braço armado do movimento radical palestino Hamas pediu ontem a seus militantes que vinguem a morte de três de seus membros durante uma operação do exército israelense em Nablus, norte da Cisjordânia. ''Fazemos um chamado a todas as nossas células para que respondam a este crime e dêem uma lição radical ao inimigo'', afirmaram as Brigadas Ezzedín Al Qassam, em um comunicado publicado em Gaza, depois do ataque em Nablus que também custou a vida de um soldado israelense.
''O inimigo sionista deve pagar o preço justo por seus crimes contra nosso povo, como o cometido em Nablus'', diz o comunicado, acrescentando que o exército israelense violou dezenas de vezes a trégua decretada pelo Hamas e outros grupos armados palestinos.
No entanto, o dirigente político do Hamas, Abdelaziz Rantissi, indagado se esse comunicado significaba uma ruptura da trégua, declarou à AFP que o ''Hamas sempre se comprometeu em respeitar a trégua, mas já anunciou em recentes comunicados que as violações sionistas não ficarão sem resposta''.
Outro dirigente político do Hamas em Gaza, Ismail Abu Chanab, ameaçou romper a trégua. ''A operação de Nablus é ''uma violação flagrante da trégua pelo inimigo sionista. Para nós, eles ultrapassaram a linha vermelha e não ficaremos silenciosos frente a uma agressão como esta'', declarou à AFP.
Em 29 de junho passado, o Hamas, a Jihad Islâmica e outros grupos armados palestinos decretaram uma trégua condicional de três meses. O ataque de Nablus é o mais grave ocorrido em território palestino desde que essa trégua entrou em vigor.
A operação tinha com objetivo membros do braço armado do Hamas que se encontravam supostamente entrincheirados em um prédio do acampamento de refugiados de Askar. Um soldado israelense e três militantes palestinos orreram.
Ataque do Hezbollah O Hezbollah libanês atacou posições israelenses, ontem, pela primeira vez em sete meses, no disputado setor de Shabaa, uma semana depois da morte de um de seus líderes em um atentado atribuído a Israel. Em Jerusalém, uma autoridade israelense caracterizou como grave o ataque.


