Washington Os primeiros ataques aéreos dos Estados Unidos contra o Iraque foram limitados e estavam destinados a preparar o campo de batalha para operações mais intensas, revelaram fontes oficiais da Defesa norte-americana.
''É uma coisa limitada, não foi o dia D'', revelou um oficial do Pentágono, esclarecendo que não foi um bombardeio em massa. Outro oficial do Pentágo disse que afirmar que o ataque visava a ''decapitação'' do regime iraquiano é exagerado. Segundo a rede de televisão CNN, a fase inicial do ataque teve por objetivo ''decapitar'' o regime de Saddam Hussein.
''Estamos em um ponto crítico e obviamente há coisas que vão começar a acontecer para preparar o campo de batalha'', disse o oficial, que pediu anonimato.
O Pentágono revelou que mísseis de cruzeiro Tomahawk foram lançados do cruzador USS Donald Cook, mas não confirmou as informações da imprensa norte-americana de que bombardeiros estratégicos B-1, B-2 e B-52 participaram da ação.
A NBC, citando fontes militares, disse que os raids aéreos contra Bagdá visavam instalações do comando iraquiano, além de um alvo ''não precisado'', supostamente um comboio em movimento.
Denúncia O ministro iraquiano da Informação, Mohamed Said Al-Sahhaf, afirmou ontem que o bombardeio norte-americano contra Bagdá foi ''uma agressão flagrante de criminosos e mercenários'' .
Al-Sahhaf também garantiu que a guerra será ''difícil'' para os Estados Unidos, e terminará com a derrota norte-americana.
Ao ser informado de que os primeiros bombardeios teriam visado o
presidente Saddam Hussein, o ministro disse: ''São uns imbecis. Isto prova que são criminosos e assassinos''.

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