Gaza - Quatro israelenses, incluindo soldados, morreram e outros quatro ficaram feridos em um ataque com armas automáticas, na manhã de ontem, num posto de controle da estrada entre a Faixa de Gaza e Israel, realizado por três palestinos, que por sua vez morreram com os tiros de resposta dos soldados, segundo a rádio pública israelense.
O ataque foi reivindicado, em um comunicado conjunto, por três grupos armados palestinos, algo sem precedentes.
A rádio afirmou que quatro israelenses morreram e outros quatro ficaram feridos no ataque que foi realizado perto da região industrial de Erez, no norte da Faixa de Gaza, onde milhares de palestinos trabalham. As primeiras informações indicavam que oito pessoas, soldados e civis, tinham morrido ou ficado feridas.
Os três palestinos, vestidos com uniformes do Exército israelense, entraram no setor, onde também havia um posto militar, aproveitando a neblina matinal, segundo a rádio.
O ataque foi reivindicado em um comunicado conjunto pelos braços armados do Hamas, da Jihad Islâmica e de um grupo ligado ao Fatah do presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat.
''Esta operação foi realizada por Mohamed Abu Beid (de 21 anos) membro das Brigadas Ezzedin Al Qasam (braço armado do Hamas), Mussa Sjawil (22 anos) das Brigadas al-Aqsa (grupo armado ligado ao Fatah) e Rami El Bek (22 anos) das Brigadas Al-Qods (braço armado da Jihad Islâmica)'', segundo o comunicado recebido pela Agência France Presse (AFP).
O ataque foi executado depois de uma reunião no sábado à noite em Gaza entre a Jihad Islâmica, o Hamas, a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e a Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP), na qual estes grupos anunciaram que continuariam com a Intifada armada.
''Decidimos continuar a Intifada armada, já que não aceitamos as conclusões da Cúpula de Ácaba, onde a resistência foi colocada como terrorismo'', disse à AFP Mohamed Al Hindi, um dos líderes da Jihad Islâmica.
Em Ácaba, o primeiro-ministro palestino se pronunciou a favor da ''desmilitarização da Intifada''.
Por outro lado, na noite de sábado um palestino armado morreu devido a disparos de uma patrulha israelense na altura do posto de controle de Kissufim, entre a Faixa de Gaza e Israel, segundo uma fonte militar israelense.
O palestino pertencia às Brigadas dos Mártires al-Aqsa, segundo um comunicado do grupo.
Com os novos incidentes violentos, o número de mortos subiu para 3.288 desde o começo da Intifada, em setembro de 2000, 2.482 palestinos e 746 israelenses.

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