A Otan (aliança militar ocidental, liderada pelos EUA) iniciou os ataques à Iugoslávia no dia 24 de março, após o fracasso das negociações para a resolução do conflito na Província de Kosovo.
Segundo dados populacionais de um ano atrás, cerca de 90% da população local era de etnia albanesa, majoritariamente muçulmana. Mais de 900 mil pessoas foram expulsas de Kosovo no último ano, de acordo com a Otan. O ditador iugoslavo, Slobodan Milosevic, é acusado de promover ‘‘limpeza étnica - mandar suas tropas matar e expulsar albaneses de suas casas - na região.
Belgrado afirma lutar para manter sua integridade territorial ao reprimir o ELK (Exército de Libertação de Kosovo), guerrilha separatista que atua na Província. Milosevic diz também que Kosovo é o berço do nacionalismo sérvio (Sérvia e Montenegro formam a atual Iugoslávia).
Para encerrar os ataques, a Otan quer que o presidente iugoslavo aceite as bases do acordo de Rambouillet, assinado pelos albaneses de Kosovo. Ele prevê a autonomia da Província, a retirada das forças sérvias e a presença de tropas sob o comando da Otan.
Há ainda uma proposta de paz do secretário-geral da ONU, Kofi Annan. A Iugoslávia afirma que o problema da Província é uma questão interna e rejeita totalmente a presença de tropas internacionais no seu território para monitorar o cumprimento do acordo.

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