Washington - A Casa Branca considerou ''absurda'' ontem a hipótese de os soldados americanos terem atirado deliberadamente contra o comboio que levava a jornalista italiana Giuliana Sgrena ao aeroporto de Bagdá na sexta-feira, logo após a libertação por seus sequestradores no Iraque.
O ataque, que acabou matando o agente secreto italiano Nicola Calipari e feriu a jornalista e mais um passageiro do carro, reacendeu a fúria da opinião pública na Itália contra os Estados Unidos. ''Eu considero um absurdo sugerir que nossos soldados tenham atirado deliberadamente contra civis inocentes '', afirmou o porta-voz da Casa Branca Scott McClellan.
''Lamentamos este incidente e vamos realizar uma investigação completa para saber o que exatamente aconteceu'', garantiu McClellan. ''A estrada que leva ao aeroporto de Bagdá é uma das mais perigosas do Iraque. É um lugar onde camicases cometem atentados suicidas, é um lugar onde elementos do antigo regime atiram sobre os soldados da coalizão'', acrescentou.
Libertada sexta-feira por seus sequestradores, a jornalista italiana estava com agentes secretos italianos perto do aeroporto de Bagdá e foi alvo de disparos de uma patrulha americana.
''Todo mundo sabe que os americanos não querem negociações para a libertação de reféns: então não vejo porque eu não seria alvo dos tiros deles'', declarou a jornalista.

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