Ataque deixa 18 mortos no Paquistão
PUBLICAÇÃO
domingo, 30 de junho de 2013
Folhapress 
São Paulo - Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas em uma dupla explosão ontem contra uma mesquita xiita na cidade de Quetta, no sudoeste do Paquistão. O ataque foi a ação que causou mais mortes em um dia em que 43 pessoas morreram por causa da violência no país.
As ações acontecem em meio à visita do primeiro-ministro britânico, David Cameron, à capital Islamabad. Na cidade, ele afirmou que o combate ao terrorismo exige "uma resposta dura e sem compromissos em termos de segurança", assim como investimentos em educação e contra a pobreza.
Segundo autoridades locais, o ataque começou após a explosão de uma granada de mão, o que forçou os fiéis da etnia Hazara, uma das vertentes do xiismo, a entrarem na mesquita. Em seguida, um homem-bomba detonou um cinto de explosivos dentro do templo, onde ocorreu o maior número de mortes.
A televisão local mostrou imagens de ambulâncias chegando ao local para socorrer os feridos e corpos que foram cobertos com panos brancos. Parte dos muros das lojas ao lado da mesquita tiveram as paredes furadas por bolas de metal que foram colocadas junto com a bomba. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo ataque imediatamente.
Mais cedo, outras 25 pessoas morreram em uma série de ataques na cidade de Peshawar, no noroeste do país. Em uma estrada próxima à cidade, um carro-bomba explodiu ao lado de um comboio das forças de segurança que seguia para a cidade de Kohat.
Dentre os mortos, estão 12 soldados e cinco civis, sendo quatro crianças e uma mulher. Outras 46 pessoas ficaram feridas. No Waziristão do Sul, uma bomba matou quatro pessoas na cidade de Wana, enquanto no Waziristão do Norte uma explosão matou quatro guardas e deixou 12 feridos.
Nenhum grupo reivindicou os atentados até o fechamento da edição, mas o principal suspeito é o Talebã paquistanês, que executa ataques frequentes contra as forças de segurança. Nos últimos sete anos, a rebelião provocou milhares de mortes no país.
A região noroeste, que faz fronteira com o Afeganistão, é conhecida por abrigar tribos vinculadas ao grupo insurgente e à rede terrorista Al Qaeda e é alvo constante de ações do governo paquistanês e ataques dos Estados Unidos.


