GazaCatorze palestinos morreram ontem em uma incursão do exército israelense no acampamento de refugiados de Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza, num dos ataques mais sangrentos ocorridos desde o começo da Intifada. O exército israelense afirmou que a operação, realizada no quartel de Amal teve por fim ''destruir infra-estruturas terroristas do Hamas'' e destacou que ''o movimento islamita fez um chamado para intensificar os atentados suicidas em Israel em represália a esse ''massacre''.
Tanques israelenes apoiados por helicópteros entraram pela noite no acampamento de refugiados do qual saíram de madrugada, de volta à base da colônia de Gane Tal.
Oito palestinos morreram atingidos por um foguete disparado por um helicóptero de combate, segundo fontes médicas palestinas. Cerca de cem palestinos ficaram feridos durante a incursão, dos quais oito por tiros do exército contra um hospital do acampamento, de acordo com as fontes. Milhares de palestinos participaram ao meio-dia, em Khan Yunis, dos funerais dos mortos nessa incursão.
Em Gaza, o chefe da polícia palestina antidistúrbios, Rajed Abu Lehya, 55 anos, morreu pela manhã vítima de disparos de encapuzados quando circulava em seu carro, afirmaram testemunhas e fontes policiais. A polícia palestina acusou o Hamas de homicídio.
Com relação à incursão de Khan Yunis, o exército israelense indicou que o quartel de Amal era ''conhecido como ponto forte do Hamas''. ''Durante os eventos, o exército descobriu uma bolsa contendo morteiros e artefatos explosivos que foram detonados pelo exército. Um palestino procurado por atividades terroristas foi preso quando escondia um artefato explosivo de fabricação artesanal sob seu casaco'', afirmou o exército. O general Israel Ziv, comandante do setor de Gaza, declarou: ''Levamos em conta o fato de que pode haver vítimas civis, mas a maioria dos mortos eram homens armados que atacaram nossos soldados com armas automáticas e com granadas antes de serem abatidos''.
O Hamas pediu que todas as organizações palestinas ataquem Israel: ''Pedimos a todos os grupos armados palestinos (...) que intensifiquem suas operações e golpeiem Israel por todas as partes'', declarou à AFP um alto responsável do Hamas, Abdel Aziz Rantissi.

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