Ataque de Israel deixa 14 mortos
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segunda-feira, 07 de outubro de 2002
Sajer Abou El Oun<BR> France Presse 
GazaCatorze palestinos morreram ontem em uma incursão do exército israelense no acampamento de refugiados de Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza, num dos ataques mais sangrentos ocorridos desde o começo da Intifada. O exército israelense afirmou que a operação, realizada no quartel de Amal teve por fim ''destruir infra-estruturas terroristas do Hamas'' e destacou que ''o movimento islamita fez um chamado para intensificar os atentados suicidas em Israel em represália a esse ''massacre''.
Tanques israelenes apoiados por helicópteros entraram pela noite no acampamento de refugiados do qual saíram de madrugada, de volta à base da colônia de Gane Tal.
Oito palestinos morreram atingidos por um foguete disparado por um helicóptero de combate, segundo fontes médicas palestinas. Cerca de cem palestinos ficaram feridos durante a incursão, dos quais oito por tiros do exército contra um hospital do acampamento, de acordo com as fontes. Milhares de palestinos participaram ao meio-dia, em Khan Yunis, dos funerais dos mortos nessa incursão.
Em Gaza, o chefe da polícia palestina antidistúrbios, Rajed Abu Lehya, 55 anos, morreu pela manhã vítima de disparos de encapuzados quando circulava em seu carro, afirmaram testemunhas e fontes policiais. A polícia palestina acusou o Hamas de homicídio.
Com relação à incursão de Khan Yunis, o exército israelense indicou que o quartel de Amal era ''conhecido como ponto forte do Hamas''. ''Durante os eventos, o exército descobriu uma bolsa contendo morteiros e artefatos explosivos que foram detonados pelo exército. Um palestino procurado por atividades terroristas foi preso quando escondia um artefato explosivo de fabricação artesanal sob seu casaco'', afirmou o exército. O general Israel Ziv, comandante do setor de Gaza, declarou: ''Levamos em conta o fato de que pode haver vítimas civis, mas a maioria dos mortos eram homens armados que atacaram nossos soldados com armas automáticas e com granadas antes de serem abatidos''.
O Hamas pediu que todas as organizações palestinas ataquem Israel: ''Pedimos a todos os grupos armados palestinos (...) que intensifiquem suas operações e golpeiem Israel por todas as partes'', declarou à AFP um alto responsável do Hamas, Abdel Aziz Rantissi.


