Ataque da Otan deixa 70 mortos entre Taleban e civis
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sexta-feira, 04 de setembro de 2009
Folhapress 
São Paulo- Um ataque da Otan matou ao menos 70 pessoas ontem no norte do Afeganistão, dezenas das quais civis, de acordo com autoridades locais e a própria aliança militar ocidental. O episódio reaviva a recorrente polêmica entre o governo afegão e EUA sobre mortes de não combatentes em operações no país.
Requisitado pelo comando alemão na Isaf (força internacional liderada pela Otan no Afeganistão), o ataque na Província de Kunduz visou dois caminhões-tanque roubados na noite de anteontem por insurgentes do Taleban.
Segundo as versões de um porta-voz do grupo radical islâmico e do governo local, o bombardeio, por um jato americano, foi realizado quando civis circundavam os caminhões para ficar com o combustível.
Os veículos não conseguiram passar por um rio e foram deixados pelos insurgentes, que teriam então avisado os locais da presença do combustível.
Inicialmente, o Ministério da Defesa alemão disse que 50 extremistas haviam sido mortos. Mais tarde, porém, o secretário-geral da Otan, Anders Rasmussen, admitiu que civis poderiam estar entre as vítimas.
O número de mortes de não combatentes variava de 25 a 40, segundo autoridades locais. Um suposto porta-voz do Taleban, no entanto, disse que todos os mortos eram civis.
A Alemanha, que tem cerca de 4.000 soldados no Afeganistão, justificou o ataque alegando que os caminhões poderiam ser usados para ataques suicidas contra suas bases na região.


