Ataque contra embaixada brasileira
A embaixada do Brasil no Chile foi atacada ontem pela manhã por manifestantes que participavam dos protestos pelos 25 anos do início da ditadura militar no país. Nenhuma pessoa ficou ferida pelos coquetéis molotov e pedras jogadas pelas pessoas que enfrentavam policiais.
Segundo o embaixador brasileiro em Santiago, Gilberto Coutinho Paranhos Velloso, várias vidraças foram quebradas e os prejuízos ainda não haviam sido calculados.
Velloso contou que os ataques duraram cerca de uma hora, e aconteceram entre as 10 e 11 horas da manhã, quando centenas de pessoas iniciaram uma manifestação de protesto contra a ditadura do ex-presidente Augusto Pinochet. Não acredito que a embaixada era um alvo dessas pessoas, afirmou o embaixador à Agência Estado. Acho que fomos vítimas, acrescentou Velloso. Segundo ele, nenhum funcionário ficou ferido, mas uma senhora que participava dos protestos foi socorrida dentro do terreno da embaixada depois de desmaiar.
A embaixada brasileira em Santiago fica no centro antigo da capital chilena, próximo ao palácio do governo e à Câmara dos Deputados. No local se concentra uma pequena guarnição dos Carabineiros - a polícia local que também tem a tarefa de vigilância dos prédios públicos - e por isso começou o confronto.
Depois que os manifestantes cessaram os protestos em
frente da embaixada, foram colocados dois carros de choque em frente ao prédio, afirmou Velloso.
O embaixador do Brasil no Chile comunicou o fato ao Ministério das Relações Exteriores do Chile pouco depois do incidente, mas na segunda-feira terá um encontro formal com as autoridades do país. O Itamaraty também foi avisado sobre o ataque à embaixada.
A calma voltou a Santiago, capital do Chile, no fim da tarde de ontem, após três horas de violentos distúrbios que causaram a prisão de 46 pessoas.France PresseBombardeio policial contra os manifestantes provocou uma nuvem de gás lacrimogêneo no centro de SantiagoEdson Luiz
Agência Estado





