Luiz Carlos Merten
Agência Estado
Ele foi um dos escritores mais lidos em todo o mundo, um fenômeno de vendas que chegou ao cinema. Morris West, o autor de O Advogado do Diabo, As Sandálias do Pescador e mais 25 livros, além de peças de teatro e programas de rádio, morreu sábado em sua casa, em Sydney, Austrália, aos 83 anos. O anúncio foi feito por seu filho, Chris O’Hanlon. Ele acrescentou que o pai morreu pacificamente, de ataque cardíaco, ‘‘na metade de uma frase’’, enquanto trabalhava em seu último livro, o agora inacabado A Última Confissão.
Foram 27 livros, no total, traduzidos para 27 idiomas e tendo vendido mais de 60 milhões de exemplares que transformaram West num homem rico. Mas ele gostava de dizer que sua maior riqueza eram a segunda mulher, que se chamava Joy (Felicidade), e os seis filhos.
Nome frequente nas listas de best sellers, West começou na literatura nos anos 50. Sua biografia inclui uma passagem pela Segunda Guerra, no front do Pacífico. A guerra não lhe deve ter sido muito dura, pois foi durante ela que escreveu seu primeiro livro: Com a Lua no Bolso.
Jornalista, deixou a Austrália para ser correspondente no Vaticano e foi penetrando na intimidade do papado que lhe veio a inspiração definitiva para escrever seus romances sobre os bastidores da Igreja.
Entre os autores de best sellers, era considerado um dos mais eficientes. Um hábil contador de histórias, que aliava a essa característica uma visão lúcida do homem contemporâneo e da evolução do mundo.

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