São Paulo - Pelo menos oito pessoas morreram ontem em Bagdá, vítimas de um atentado no prédio do Parlamento iraquiano. Entre os mortos estavam pelo menos dois parlamentares. O responsável pelo ataque foi um homem-bomba que se explodiu no refeitório da Casa, que fica dentro da área conhecida como Zona Verde, de segurança máxima.
De acordo com o major-general William Caldwell, porta-voz das Forças Armadas americanas, investigações estão sendo conduzidas para que se descubra como os explosivos chegaram à Zona Verde e quem promoveu o atentado. Caldwell disse também que 20 outras pessoas ficaram feridas na explosão. A primeira suspeita da autoria do ataque recai, como de praxe, sobre a Al Qaeda.
A Zona Verde não abriga apenas instalações do governo iraquiano, mas também a Embaixada dos EUA. Supostamente a área mais protegida da capital, ela tem vários pontos de controle de fluxo de pessoas, tanto fora como dentro, os quais ficam a cargo de militares iraquianos e americanos.
Essa não foi a primeira vez que a segurança na Zona Verde falhou. No mês passado, um foguete caiu a cerca de 50 metros do local onde o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, dava uma entrevista coletiva junto do premiê do Iraque, Nouri al Maliki. Ninguém se feriu.
Além disso, segundo informaram militares dos EUA, no início do mês dois coletes com explosivos foram encontrados na Zona verde; e um outro foguete que caiu no local no mês passado matou dois americanos, um civil e um militar.

mockup