Ataque a quartel deixa pelo menos 13 mortos
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segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
São Paulo - Pelo menos 13 pessoas morreram e outras dez, entre elas um policial, ficaram feridas em um ataque a tiros que atingiu ontem o Washington Navy Yard, região da capital americana que abriga o quartel-general da Marinha dos Estados Unidos. Um dos supostos atiradores foi morto.
Segundo a polícia de Washington, os primeiros tiros foram disparados por volta das 8h20 locais (9h20 em Brasília), ao lado do Comando de Sistemas de Navegação Marítima. A polícia, no entanto, não deu informações sobre o número de vítimas civis. A família da londrinense Ingrid Polson, 25 anos, mora próxima da base atacada e não pôde deixar a residência durante todo o dia de ontem, em virtude das buscas policiais na região.
Ingrid mora com o marido Devin Polson, sargento do Exército americano, e com o filho Brendan, de 11 meses, na Base da Força Aérea Bolling, distante cinco minutos do quartel-general da Marinha.
"Ninguém pôde sair de casa, as rodovias estavam fechadas. Há muitos policiais nas ruas. E havia a informação que teria acontecido um tiroteio nesta base também. Mas, depois foi desmentido. Como os atiradores podem estar não região tivemos que ficar trancados", contou Ingrid, que é fotógrafa e mora há seis anos nos Estados Unidos.
A londrinense conta que o marido, que trabalha na base de Arlington, ao lado do Pentágono, tentou voltar para a casa, mas não foi permitida a sua entrada. "Estamos todos muito tristes e apreensivos. O tiroteio aconteceu muito perto de nós. Sempre fica a preocupação de ser mais um ataque terrorista. Ainda não sabemos quando poderemos sair de casa", relatou.
O último grande susto da família de Ingrid foi em agosto de 2011, quando um terremoto de magnitude 5,8 foi sentido em Washington. "Por se tratar da capital estamos sempre em sinal de alerta. Sempre pode acontecer alguma coisa", ressaltou a londrinense.
A porta-voz da polícia de Washington, Cathy Lenier, confirmou que um dos atiradores que participaram da ação foi morto em confronto com agentes de segurança. A Agência Federal de Investigação americana identificou o suspeito como Aaron Alexis, de 34 anos, um morador de Fort Worth, Texas. Ele era um ex-prestador de serviços das Forças Armadas.
A polícia buscava ainda outros dois atiradores, um deles foi localizado, mas liberado por não ter envolvimento com o crime.
Em entrevista coletiva sobre a recuperação econômica dos Estados Unidos, Obama chamou o ataque em Washington de "ato covarde".
A área do ataque foi cercada pelas equipes de segurança, a fim de facilitar a busca pelos suspeitos. Carros blindados e helicópteros estão sendo usados na perseguição. Além dos prédios militares, os alunos de dez escolas americanas também foram impedidos de sair dos prédios.
O quartel-general é o maior dos cinco centros de comando da Marinha e abriga 3 mil servidores. Os militares fazem parte do grupo de recuperação e construção de navios, submarinos e outras embarcações de combate usadas pelos Estados Unidos. Normalmente, a entrada no local é sujeita a revista e verificação de identidade.
As instalações da Marinha ficam a dois quilômetros do Capitólio, sede do Congresso, e a cinco da Casa Branca, residência oficial do presidente americano.
Este é o pior episódio deste tipo em uma instalação militar americana desde o assassinato de 13 militares na base de Fort Hood, no estado do Texas, em 2009. (Com agências)



