Ataque a hospital deixa 49 mortos no Sri Lanka
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de maio de 2009
Folhapress 
São Paulo- Um hospital improvisado, única unidade médica remanescente na área sob controle dos rebeldes tâmeis no Sri Lanka, foi bombardeado ontem, matando 49 pessoas e ferindo outras 50, segundo o médico Thurairaja Varatharajah, principal autoridade em saúde na zona de guerra. A instalação já tinha sido alvejada há dez dias.
O ataque, após ação militar classificada pela ONU como ''banho de sangue'', acirra pressões internacionais. Alguns dos pacientes mortos ontem eram sobreviventes dos bombardeios que mataram mil pessoas no fim de semana, segundo estimativa dos médicos, que contam ter recebido 430 corpos.
O Reino Unido e a França acusam o país de violar acordo para o fim dos bombardeios e pediram hoje uma revisão do empréstimo de US$ 1,9 bilhão do FMI (Fundo Monetário Internacional) e da tarifa preferencial de comércio com a União Europeia.
As mortes de civis são ''alarmantes'', criticaram a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e o chanceler britânico, David Miliband. Proposta de levar a questão ao Conselho de Segurança da ONU enfrenta resistência russa e chinesa.
O Exército do Sri Lanka anunciou ontem um novo avanço sobre uma fortificação da guerrilha Tigres da Libertação do Tâmil Eelam (TLTE), ignorando apelos por cessar-fogo. A operação matou dezenas de insurgentes, segundo porta-voz das Forças Armadas.
O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapakse, alega ter suspendido a artilharia pesada, mas afirma que manterá a ação por terra até aniquilar a guerrilha. A ONU afirma ter provas do uso contínuo de artilharia pesada contra o último bastião dos rebeldes, reduzido a 5 km2.


