Faixa de Gaza - Moradores da Faixa de Gaza foram novamente atingidos por um ataque nesta quinta-feira em meio à operação militar israelense contra o Hamas, principalmente quando um morteiro destruiu parte de uma escola da Organização das Nações Unidas (ONU), onde palestinos estavam refugiados. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lamentou "inúmeros mortos", incluindo mulheres, crianças e funcionários da Organização, enquanto Washington manifestou "tristeza" e pediu que os civis sejam protegidos.
Os serviços de emergência locais indicaram 15 mortes e um grande número de feridos nessa escola da Agência da ONU para a Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA), situada em Beit Hanoun, no norte do território palestino, onde estavam abrigadas pessoas que tinha fugido de casa em meio aos combates. O Exército israelense prometeu investigar, explicando que havia reagido a disparos de foguetes feitos por combatentes do Hamas a partir da região de Beit Hanoun.
Cerca de 110 mil civis deste enclave palestino de 1,8 milhão de habitantes se refugiaram em escolas da UNRWA. De acordo com o Unicef, 116 escolas de Gaza, incluindo 75 da UNWRA, foram atingidas por ataques israelenses desde 8 de julho.
O conflito ameaça se estender para a Cisjordânia ocupada, onde confrontos entre palestinos e forças de segurança israelenses deixaram um morto nesta quinta-feira à noite.
Pelo menos um palestino morreu e cinco ficaram feridos atingidos por tiros disparados por israelenses em Qalandia, posto militar de Israel que controla a entrada em Jerusalém. Os confrontos ocorreram quando mais de 10 mil manifestantes tentavam se reunir na cidade sagrada para a Noite do Destino (Lailat al-Qadr), um dos eventos do mês do Ramadã, de acordo com fontes médicas palestinas.
Vinte palestinos foram detidos em Jerusalém Oriental depois de confrontos na Cidade Velha, segundo a polícia. Em Gaza, operações militares israelenses foram realizadas no território durante todo o dia. Pelo menos sete palestinos morreram durante a manhã em Kuza (sul), perto da fronteira, e outros sete, principalmente crianças, foram mortos em um ataque aéreo entre Rafah e Khan Yunis, segundo os serviços de socorro locais. De acordo com as equipes de emergência, o registro da operação Barreira Protetora, iniciada em 8 de julho na Faixa de Gaza, é de cerca de 800 mortos palestinos, a maioria civis. Até o momento, 181 crianças morreram e 1,2 mil ficaram feridas, de acordo com o Unicef. Do lado israelense, 32 militares e dois civis morreram, além de um trabalhador agrícola tailandês.

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