Buenos Aires O ex-capitão-de-fragata da Marinha argentina Alfredo Astiz, o ''anjo louro da morte'', será trasladado hoje para a cidade de Bahía Blanca, onde será notificado por um juiz local sobre um pedido de extradição da França, anunciaram ontem fontes da Justiça. Astiz, considerado um dos símbolos do terrorismo de Estado durante a última ditadura argentina (1976-83), está preso em Buenos Aires desde a última terça-feira a pedido de dois juízes, que cuidam de causas diferentes.
Destituído em 1998, ao ser condenado por apologia ao crime em entrevista a uma revista, Astiz está à disposição do juiz Sergio Torres, que ordenou sua prisão junto com a de outros 14 militares, dos quais 10 já foram presos, 4 teriam morrido e 1 está desaparecido. Torres investiga torturas e desaparecimentos no campo de concentração que funcionava na Escola de Mecânica da Marinha (Esma).
O juiz informou a Astiz que ele continuará preso e que está sendo processado, após a revogação da lei de Obediência Devida. Torres pediu ao Ministério da Defesa informações sobre a destituição de Astiz, para decidir onde ele ficará preso, já que está alojado na sede da Marinha em Buenos Aires, lugar errado já que perdeu sua condição de militar.

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