Astiz prefere ser julgado na Argentina
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sexta-feira, 19 de setembro de 2003
France Presse 
Buenos Aires O ex-capitão-de-fragata, Alfredo Astiz, pediu à justiça ontem para ser julgado na Argentina e não na França, pelo assassinato de duas freiras francesas durante a ditadura. A França pede a extradição dele pelo crime, anunciaram fontes judiciais à AFP.
Segundo a legislação argentina, um réu que seja objeto de um pedido de extradição pode optar por ser julgado no país ou na nação que o reclama. Astiz foi notificiado ontem na cidade de Bahía Blanca (685 km ao sul) pelo juiz federal Alcindo Alvarez Canale. Astiz foi condenado à revelia na França à prisão perpétua pelo sequestro e morte em 1977 das religiosas Alice Domon e Leonie Duquet.
Prisão para padre Um juiz argentino ordenou, ontem, a prisão do ex-capelão da polícia Cristian Von Wernich, acusado de cumplicidade na violação dos direitos humanos durante a ditadura. O juiz federal Arnaldo Corazza acusou o padre católico de participar em um assassinato, 22 casos de repressão em campos de concentração, colaboração com uma Brigada policial e participação em sessões de tortura.


