Asteróides são ameaça real à Terra, alertam cientistas
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segunda-feira, 18 de setembro de 2000
France Presse De Londres 
O risco da Terra ser pulverizada por um asteróide é absolutamente real e não um delírio de produções hollywoodianas como Impacto Profundo ou Armaggedon e requer a organização de um sistema de vigilância que atualmente não existe, alertou ontem um grupo especialistas, em um informe oficial apresentado em Londres.
Somente este mês, três meteoritos enormes passaram relativamente perto da Terra, declarou Harry Atkinson, ex-presidente do Conselho da Agência Espacial Européia e membro do grupo de especialistas.
O informe diz que um meteorito de 100 metros de diâmetro se choca contra a Terra a cada 10 mil anos, em média, com uma força equivalente a uma bomba nuclear de 100 megatons. Meteoritos ainda maiores, de um quilômetros de diâmetro, se chocam contra a Terra a cada 100 mil anos.
Este risco deve ser reduzido o máximo possível, até cair para um nível aceitável, declarou David Williams, ex-presidente da Sociedade Real de Astronomia britânica.
O grupo, designado em janeiro passado pelo secretário de Estado britânico para as Ciências, Lord Sainsbury, propõe que se construa no Hemisfério Sul um telescópio de três metros especializado na identificação dos Objetos Próximos da Terra (Near Earth Objects).
Também aconselha a criação de um centro de estudos sobre esses objetos, encarregado de assessorar o governo e de publicar documentos a respeito.
Lord Sainsbury declarou ontem que o governo britânico dará nos próximos dois meses uma resposta às propostas do grupo de especialistas, cujo terceiro membro é um ex-embaixador britânico ante a ONU, Crispin Tickell.


