Assassino de Rabin diz que não se arrepende de nada
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terça-feira, 07 de novembro de 2000
France Presse De Jerusalém 
Yigal Amir, assassino do primeiro-ministro de Israel, Yitzhak Rabin, morto no dia 4 de novembro de 1995, afirmou nesta segunda-feira aos meios de comunicação israelenses que não se arrepende do crime que cometeu.
Não me arrependo de nada. Eu o respeitava, mas o mataria de novo porque a esquerda o levou ao poder para promover o processo de paz, declarou Amir, um judeu extremista contra as concessões territoriais de Israel estabelecidas nos acordos de paz de Oslo assinados em setembro de 1993.
Amir foi entrevistado por vários meios de comunicação israelenses durante sua audiência no tribunal do distrito de Beersheba (sul de Israel), o qual recusou uma petição do criminoso solicitando passar sua pena de prisão perpétua com outros detentos da prisão de Beesheba e não isolado.
Sorrindo, com a cabeça coberta com a kippa (chapéu utilizado pelos judeus religiosos), segundo as imagens difundidas pela televisão israelense, Amir também afirmou que (Benjamin) Netanyahu (ex-primeiro-ministro israelense de direita) é pior que Rabin, porque segue sua política, e a esquerda (israelense) se serve agora do passado militar de Ehud Barak (atual primeiro-ministro), como fez com Rabin, para tratar de avançar no processo de paz.
O assassino de Rabin também acusou os colonos israelenses nos territórios da Cisjordânia e Gaza de serem estúpidos, porque se calam e acabarão todos sendo evacuados.
Esta entrevista, a primeira desde sua prisão, foi divulgada no momento em que o grupo parlamentar do partido do primeiro-ministro Ehud Barak, Israel Uno, guardava na Knesset (Parlamento) um minuto de silêncio em memória de Yitzhak Rabin, no quinto aniversário de sua morte.
Não haverá graça para Amir durante toda a futura geração, e Israel irá viver em paz com os palestinos. É a herança de Rabin e nós iremos respeitá-la, afirmou Barak durante a homenagem a Rabin.


