Assassinatos de jornalistas já superam total de 98
Associated Press
De Paris
Vinte jornalistas foram assassinados no mundo até agora neste ano, estatística que ultrapassa o total de mortos registrados em 1998, revertendo a tendência de queda observada nos últimos quatro anos. A organização Jornalistas sem Fronteiras divulgou ontem um comunicado dizendo que o assassinato do jornalista colombiano Jaime Garzón, ocorrido no último dia 13, elevou para 20 o número de assassinatos em 1999, um a mais que o total do ano passado. O crime chocou a Colômbia e aumentou os temores que o conflito civil esteja saindo do controle.
O Jornalistas sem Fronteiras está alarmado com o recente aumento da violência contra os profissionais de imprensa, declarou a organização baseada na França. O assassinato de jornalistas é sempre um bom indicador do sofrimento da população, acrescentou. A entidade relacionou em seu relatório a morte de dez jornalistas em Serra Leoa, seis na Iugoslávia, dois na Nigéria, um no Líbano e outro na Colômbia.
As mortes na Iugoslávia incluem três jornalistas chineses que morreram no bombardeio da Otan contra a embaixada desse país durante o conflito de Kosovo.
O Jornalistas sem Fronteiras também denunciou a lendidão com que são realizadas as investigações dos crimes. O que, no seu entender, às vezes revela a cumplicidade existente entre os assassinos e as instituições oficiais.





