São Paulo – O suspeito de matar a repórter Alison Parker, 24, e o cinegrafista Adam Ward, 27, durante uma reportagem ao vivo nos EUA, ontem pela manhã, morreu no hospital para onde foi levado pela polícia no início da tarde. O suspeito foi interceptado por agentes em uma estrada interestadual em Fauquier, a 250 km de Moneta, onde aconteceu o crime. Após se recusar a atender a ordem dos policiais, ele perdeu o controle do carro e bateu.
Ao abrir o veículo, os agentes o encontraram com uma marca de disparo, o que, segundo a polícia, pode ter sido uma tentativa de suicídio. Ele foi levado pelos policiais a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito foi identificado como o jornalista Vester Lee Flanagan 2º, 41. Morador de Roanoke, na Virgínia, ele usava Bryce Williams como nome profissional e trabalhou como apresentador no canal WDBJ, o mesmo de Parker e Ward, entre 2012 e 2013. Ele gravou todo o ataque com seu próprio celular e publicou o vídeo no Twitter minutos depois. Nas imagens, filmadas com o celular na vertical e com a mão esquerda, ele se aproxima dos dois jornalistas e da entrevistada.
Em seguida, saca a pistola com a mão direita e começa a disparar contra as vítimas. Enquanto atira, abaixa o celular, as imagens ficam tremidas e não é possível ver os jornalistas sendo atingidos. Depois de publicar o vídeo, ele disse no Twitter que a ação foi motivada por xingamentos racistas que teriam sido feitos por Parker enquanto ele trabalhava no WDBJ. A página no microblog foi apagada após o vídeo ser divulgado pela imprensa.
Outras páginas atribuídas a Flanagan/Williams nas redes sociais mostram a preparação do crime. Na semana passada, uma página do Facebook em seu nome foi atualizada com um vídeo mostrando seu trabalho e outro em uma loja de armas.
Flanagan deixou a WDBJ em fevereiro de 2013. Em maio do ano passado, ele entrou com uma ação judicial contra a empresa pedindo indenização por discriminação feita pelos colegas, mas o processo foi rejeitado pelo juiz dois meses depois.

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