Assassinato de Arafat é questão de tempo, dizem palestinos
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quarta-feira, 21 de abril de 2004
France Presse 
Cairo - O assassinato de Yasser Arafat por Israel é ''questão de tempo'', declarou o conselheiro do presidente palestino para a Segurança Nacional, general Yibril Rayub, em uma entrevista à revista egípcia ''Nahdar Mir''.
''Um atentado contra a vida de Arafat é questão de tempo, pois Arafat simboliza a liberdade para os palestinos'', respondeu o general Rayub ao ser perguntado se a vida do presidente palestino estava ''ameaçada'' depois que Israel assassinou dois dirigentes do Hamas.
O líder espiritual do Hamas, xeque Ahmed Yassin, e o chefe do grupo nos territórios palestinos, Abdel Aziz Al-Rantissi, foram assassinados pelo exército israelense no último mês.
No dia 14 de abril, o presidente de Israel, Mosheh Katzav, declarou que seu país não tinha planos de matar Arafat. No começo do mês, apesar das críticas internacionais, o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon fez ameaças contra o presidente da Autoridade Palestina. Porém, os Estados Unidos advertiram Sharon sobre qualquer iniciativa contra Arafat.
Para Rayub, os ''assassinatos do xeque Yassin e de Rantissi tinham como objetivo provocar o fracasso do diálogo interpalestino, que estava a ponto de ser concluído. Os israelenses nos atacaram para causar a nossa reação'', disse, considerando que uma eventual reação do Hamas ''seria legítima''.
''A militarização da Intifada e a organização de operações suicidas além da linha verde (fronteira de 1967) têm sido um erro estratégico'', disse o general Rayub, acrescentando que ''a resistência (militar) deveria limitar-se às áreas ocupadas''.
''A luta contra os ocupantes nas regiões ocupadas é legítima como parte de um programa político. É o que propomos'', disse. Rayub pediu aos árabes que ''utilizem todos os meios, petroleiros, políticos, culturais e econômicos, para criar uma força de pressão sobre os Estados Unidos, pois o Estado Palestino é um elemento essencial da segurança árabe''.


