A explosão que matou Galeb Awali ocorreu quando ele deixava sua casa, no subúrbio xiita do sul de Beirute, um feudo do Hezbollah. De acordo com a televisão oficial, aviões israelenses violaram o espaço aéreo do Líbano e sobrevoaram Beirute na manhã de ontem. Aparelhos israelenses também foram vistos no céu da capital na noite de domingo, acrescentou TV-Líbano.
Indagados pela AFP, dirigentes israelenses se recusaram a comentar o assunto. Pouco tempo depois, um porta-voz do Hezbollah, o xeque Hassan Ezzedine, culpou Israel pelo ataque, ignorando o suposto comunicado de Jound al-Cham. ''Tudo indica que o assassinato de um dos líderes da Resistência Islâmica integra uma operação conduzida pelo inimigo sionista para avivar as dissensões entre os libaneses'', denunciou Ezzedine em declarações à AFP.
''Trata-se de um crime cometido pela rede dos serviços de inteligência israelenses, e o inimigo deve assumir a inteira responsabilidade por seus atos'', avisou. ''O sangue do nosso mártir será vingado, e os sionistas entenderão que comteram um ato estúpido, pelo qual pagarão muito caro'', ameaçou.

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