Um dos mais famosos opositores ao regime de Boris Yeltsin, o general e deputado russo Lev Rojlin, foi assassinado aos 51 anos, na madrugada de ontem, em um crime que os investigadores classificaram de comum. A notícia caiu como uma bomba na Duma (câmara baixa do parlamento russo), que observou um minuto de silêncio em memória do que foi nomeado ‘‘héroi da Rússia’’ por seu valor no comando do oitavo regimento do exército na Chechênia e rejeitou a medalha por oposição a Yeltsin.
De madrugada, Lev Rojlin recebeu vários tiros na cabeça, quando se encontrava em sua dacha a uns 30 km, a sudoeste de Moscou. O general passou a noite com a família, junto à esposa Tamara, de 49 anos, e seu filho, que estava fazendo aniversário. Alertada pelo genro de Rojlin, a polícia encontrou o corpo do general sobre a cama e esposa postrada junto a ele, segundo declarações dos agentes, que confiscaram no local uma pistola Makarov calibre 5,45.
Os serviços de segurança russos (FSB, ex-KGB) asseguraram que ‘‘a morte não teve motivos políticos e não se tratou de um ato terrorista’’. Também excluiu a possibilidade de um suicídio ou acidente. ‘‘Trata-se, segundo todas as aparências, de um crime comum’’, assinalaram. Uma hipótese que prevaleceu rapidamente uma vez que não foram encontradas marcas de terceiros no recinto.
Yeltsin ordenou uma investigação o mais rápido possível sob as circunstâncias da morte, precisou o porta-voz Serguei Yastrjembski. Em Moscou, vários deputados da oposição expressaram suas dúvidas e evocaram o papel político do general e uma eventual relação com o assassinato. No final da tarde, a polícia anunciou que a esposa do general confessou o crime e que estava presa.

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