Assassinado diplomata iraquiano
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segunda-feira, 19 de janeiro de 1998
France Press Amã, Jordânia 
Um diplomata iraquiano de alto escalão e outras sete pessoas foram assassinadas na madrugada de ontem, em Amã, em um ataque cujos autores são iraquianos, segundo as autoridades jordanianas. As vítimas foram seis iraquianas e duas egípcios, segundo o chefe da polícia de Amã, coronel Ziad Najdaoui. O massacre com arma branca aconteceu na residência de um rico iraquiano, em um bairro elegante a oeste da capital jordaniana.
Segundo o responsável pela polícia, coronel Ziad Najdaoui, uma mulher sobreviveu ao ataque, e se encontra em estado crítico.
Outro responsável jordaniano indicou à AFP que os outores do atentado foram quatro ou cinco iraquianos, precisando que o testemunho da única sobrevivente permitiu indentificar os criminosos como sendo iraquianos.
A mulher ferida contatou a polícia, dando conta da matança, acrescentou.
A polícia chegou imediatamente ao lugar, a residência de um rico iraquiano, Sami George, no bairro de Rabieh. Os agentes encontraram oito pessoas mortas a facadas, segundo o responsável.
Os mortos foram identificados como Hekmat al-Heyú, que tinha o posto de ministro plenipotenciário na embaixada de Amã, sua esposa, e empresários iraquianos.
Hekmat al-Heyú, de 45 anos, número dois da embaixada, estava destacado na Jordânia há quatro anos. O diplomata e a esposa tinham vínculos pessoais e sociais com alguns dos iraquianos assassinados, que eram ricos e influentes homens de negócios, precisou o responsável.
As autoridades jordanianas acham que estes assassinados não têm motivações políticas. A crueldade e o profissionalismo dos assassinos, que utilizaram punhais para evitar barulho, levanta suspeitas de que poderiam ser do serviço secreto de um país ou de uma máfia, indicaram.


