Assange teme ser extraditado para os EUA
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sábado, 18 de dezembro de 2010
France Presse 
Bungay, Reino Unido - Julian Assange iniciou em uma mansão inglesa o regime de liberdade condicional prometendo lutar contra ''a campanha de difamação'' por trás do procedimento aberto contra ele na Suécia, que poderá levar vários meses, e reiterou, nesta sexta-feira, que sua maior preocupação é o ''cada vez mais provável'' processo de extradição para os Estados Unidos.
''Uma campanha de difamação muito bem-sucedida e completemente injustificada'': foi com um tom combativo que Julian Assange mais uma vez denunciou, na propriedade onde ele se instalou, as tentativas de Estocolmo de processá-lo por ''agressões sexuais''.
''Minha sensação é a de que há um número de interesses diferentes, pessoais, nacionais e internacionais, que se alimentam com este processo, que se encorajam'', acrescentou, sugerindo que novas revelações podem ser feitas a partir desta sexta-feira.
''Ouvimos hoje de um de meus advogados nos Estados Unidos, e isto ainda deve ser confirmado, mas é uma questão séria, que pode haver uma acusação por espionagem contra mim nos Estados Unidos, vinda de uma investigação secreta de um grande júri americano,'' disse o australiano.
Em Washington, muitos defendem um processo por ''espionagem'' contra o fundador do WikiLeaks, que continua a revelar centenas de milhares de documentos diplomáticos embaraçosos para os Estados Unidos.
Uma porta-voz da Justiça americana confirmou a existência de uma ''investigação em curso contra o WikiLeaks''.
Julian Assange já advertiu que sua liberdade reconquistada, mesmo que condicional, vai permitir que acelere a divulgação de segredos diplomáticos em seu site. ''Agora que estou de volta para conduzir nosso navio, nosso trabalho vai ser realizado de forma mais rápida'', disse na quinta-feira à noite.


