São Paulo - O fundador do Wikileaks, Julian Assange, agradeceu ao governo do Equador por examinar o pedido de asilo político que apresentou quando se abrigou na representação diplomática do país sul-americano em Londres, ontem.
''Agradeço ao governo do Equador e ao embaixador no Reino Unido por considerar meu pedido'', declarou Assange, em comunicado à imprensa, após Quito anunciar que estuda o pedido.
Mais cedo, o chanceler equatoriano, Ricardo PatiÀo, informou que Assange enviou uma carta ao presidente do país andino, Rafael Correa, na qual afirma sofrer ''perseguição'' e, por isso, pede asilo político.
Um porta-voz da embaixada confirmou a informação sobre o pedido de Assange, que pediu asilo político para evitar sua extradição à Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.
Os Estados Unidos consideram que o pedido de asilo ''é um assunto entre Suécia, Reino Unido e o próprio Equador'', disse William Ostick, porta-voz do Departamento de Estado americano para Assuntos Hemisféricos.
''A perseguição da qual sou alvo em diversos países deriva não só de minhas ideias e ações, mas de meu trabalho ao publicar informações que comprometem os poderosos, de publicar a verdade e, com isso, desmascarar corrupção e graves abusos aos direitos humanos ao redor do mundo'', indica Assange na carta lida pelo chanceler.

mockup