São Paulo - O ditador da Síria, Bashar Al Assad, pediu ontem ajuda aos Brics para acabar com a crise causada pelos confrontos com a oposição na Síria. Em resposta, os cinco países emergentes pediram o fim da violência aos dois lados do conflito.
O grupo é formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Moscou e Pequim são contrários à queda de Assad e vetaram três resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o regime sírio, enquanto os outros três integrantes não demonstraram apoio a nenhum dos lados.
Segundo a agência de notícias Sana, Assad enviou a carta a seu colega sul-africano, Jacob Zuma, que é o anfitrião da cúpula de Durban. Na nota, o ditador reconheceu o peso "político, econômico e cultural" e pediu "todo o esforço possível para pôr fim ao sofrimento do povo sírio".
O mandatário atribui a crise humanitária às sanções econômicas impostas por diferentes países, em especial Estados Unidos e União Europeia, que considera uma violação às leis internacionais. Ele também pediu ajuda para acabar com o financiamento e entrega de armas aos rebeldes, chamados por ele de terroristas.
Após o carta de Assad, a cúpula de chefes de Estado colocou a crise síria em pauta. Em comunicado, os Brics mostraram preocupação com a militarização da crise na Síria e chamaram os dois lados ao diálogo. No entanto, não houve menção a medidas efetivas de ajudas para solucionar a crise no país árabe.

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