Assad é enterrado em sua aldeia natal na Síria
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terça-feira, 13 de junho de 2000
Associated Press De Qardaha 
Os restos mortais do presidente Hafez Assad foram sepultados ontem em Qardaha, sua aldeia natal após um dia de luto e manifestações de apoio ao sucessor, seu filho Bashar Assad.
O funeral de Assad - apelidado de o leão de Damasco, pois seu sobrenome significa leão em árabe - foi um espetáculo de um dia inteiro que parou o país, cujo sentido de orgulho e identidade nacional do povo dependia de seu presidente autocrático.
A emoção aumentou quando o caixão fechado de Assad, envolvido em uma bandeira, entrou na mesquita construída por ele para homenagear sua mãe em Qardaha, sua cidade-natal, localizada 200 quilômetros ao noroeste de Damasco.
Soldados se esforçavam para impedir que a multidão tocasse o caixão, tentando criar alguma ordem para que as orações para o morto pudessem começar.
Bashar Assad, filho e sucessor apontado do presidente, era empurrado na frente do caixão por clérigos, idosos de terno e gravata ou com o tradicional manto negro e turbante branco dos muçulmanos alauítas e até mesmo por soldados.
Enquanto o corpo de Hafez Assad ficou exposto em Damasco, Bashar, que consolida rapidamente seu poder, reuniu-se com importantes aliados de todo o mundo que vieram prestar as últimas homenagens ao pai e oferecer seus pêsames ao filho.
O corpo de Hafez Assad fora retirado de sua casa em Damasco cerca de 12 horas antes, levado em carruagem pelas ruas repletas de populares em prantos, colocado no Palácio do Povo para ser exposto por seis horas e então levado de avião para o norte.
Um pouco embaraçado, Rifaat Assad, irmão afastado do falecido presidente, fez sua própria reivindicação de poder enquanto seu irmão era enterrado. Ele exilou-se na Europa depois de tentar dar um golpe de Estado em 1983.
Rifaat disse que planeja seu retorno a Damasco em um momento apropriado para contestar a liderança de seu sobrinho.


