Ásia relembra vítimas do tsunami de 2004
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
France Presse 
Calang, Indonésia - Três anos depois das nações banhadas pelo Oceano Índico serem afetadas por ondas gigantes, os asiáticos homenagearam ontem as vítimas desta que foi uma das maiores catástrofes naturais dos tempos modernos. Na Indonésia, grupos de oração se reuniram nas ruas e mesquitas em Aceh, uma província mulçumana no norte da ilha de Sumatra, onde o número de pessoas que foram atingidas por verdadeiros paredões de água passou de 168 mil.
Mais da metade dos 220 mil mortos provocados pelo tsunami estava na Indonésia. A outra metade se dividiu por uma dúzia de países, entre eles Sri Lanka, Índia e Tailândia. Milhares de indonésios precisaram ser rapidamente enterrados em vala comum, sem sequer serem identificados.
A principal cerimônia de quarta-feira ocorreu na cidade e nos arredores de Calang, uma das regiões de Aceh mais afetadas pelo desastre. ''Eu vim aqui para rezar junto com outros habitantes. Eu oro pela minha esposa e pelo meu filho que morreram no tsunami, na esperança de que agora eles estejam descansando em paz'', disse Alimudin, um aposentado de 61 anos.
Irwandi Yusuf, governador de Aceh, falou para cerca de mil pessoas, entre crianças e funcionários públicos que esperava ''aprender com a tragédia e, por meio de Deus, nos tornarmos mais piedosos''. A comunidade internacional contribuiu com mais de US$ 7 bi para a reconstrução de Aceh.
Sri Lanka, que registrou 31 mil mortes, marcou o aniversário do desastre com a abertura de uma ponte na cidade costeira de Matara, um presente da Coréia do Sul.
Na Índia, onde mais de 16 mil pessoas morreram, milhares de famílias de pescadores que sobreviveram à avalanche de água se reuniram nas praias para lembrar as mortes.
Na Tailândia, monges budistas participaram na ilha de Phuket de uma cerimônia em homenagem às 5.400 pessoas mortas. Quase 200 pessoas, em sua maioria familiares das vítimas, permaneceram sentadas em silêncio enquanto os religiosos cantavam orações em recordação à tragédia.


