SUBIC BAY - Os chefes de Estado e de governo dos 18 países membros da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), reunidos ontem em Subic Bay (Filipinas), anunciaram em declaração final que a região está ‘‘a caminho de um crescimento econômico regular, de um emprego reforçado e da estabilidade regional’’.
Intitulada ‘‘Da visão à ação’’, a declaração ressalta o apoio ao plano norte-americano de eliminação das barreiras alfandegárias para o comércio de tecnologia da informação.
Os dirigentes da Apec afirmam: ‘‘Lançamos a fase de aplicação de nossa agenda para o comércio e os investimentos livres e abertos, adotamos medidas para facilitar os negócios (...), exortamos à conclusão de um acordo sobre as tecnologias da informação (...) que elimine as tarifas até o ano 2000.’’ É o prazo que os EUA defendiam.
A proposta de acordo de segurança apresentada pelos EUA ao governo chinês, em reunião paralela nas Filipinas, encontrou resistência. Esse acordo estabele a proibição dos dois países em apontar seus mísseis nucleares sobre as cidades do outro. Os EUA já têm um acordo similar com Moscou.
O vice-primeiro-ministro chinês Qian Qichen confirmou a proposta americana e a disponibilidade da China em aceitá-la, mas de maneira condicional. Segundo Qian, é preciso acrescentar uma cláusula ao acordo especificando que ‘‘os dois países nunca serão os primeiros a usar as armas nucleares’’, tornando o acordo mais ‘‘completo’’.
Segundo o secretário de Estado adjunto para a Ásia e o Pacífico, Winston Lord, Washington não pode aceitar essa condição imposta pela China, porque a política defensiva americana baseia-se no poder de dissuasão de um possível primeiro ataque.
A China é uma da cinco maiores potências nucleares declarada e embora seu arsenal seja, ao que parece, muito menor que o dos EUA, no ano passado ela provou que possui foguetes que, lançados do mar, podem alcançar a costa ocidental norte-americana. Apesar das divergências, Lord explicou que uma vez lançada a questão, os dois países devem seguir discutindo o problema.

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