Ásia é líder em exclusão escolar
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segunda-feira, 09 de fevereiro de 2004
France Presse 
Paris A Ásia é a região do mundo com o maior número de crianças sem educação escolar, apesar do aumento estável de matrículas nos anos 90, revelou um relatório estatístico publicado pela Unesco ontem. Baseado nos números oficiais de educação de 2000 e 2001 de 22 países do sul e do leste da Ásia, o relatório concluiu que um número estimado de 46 milhões de crianças em idade escolar (ensino fundamental) está fora da escola e que mais meninas (28 milhões) do que meninos (18 milhões) são excluídas da educação fundamental.
Com um número estimado em 104 milhões de crianças fora da escola, a Ásia sozinha responde por 45% do total mundial, à frente da África subsaariana, onde 42% das crianças não estão matriculadas, segundo o relatório. As regiões sul e leste da Ásia estudadas se estendem da China ao Timor Leste e do Irã às Filipinas. A região tem uma população de 3,24 bilhões de pessoas, mais da metade do total mundial, inclusive as populações da Índia e da China, com mais de um bilhão de habitantes cada.
Embora as matrículas escolares tenham crescido substancialmente entre 1990 e 2000, as estatísticas mostraram que alguns países tinham um alto número de evasões escolares no nível fundamental. Na Índia, na República Democrática do Povo do Laos e em Mianmar apenas metade das crianças que entram na escola primária chega ao quinto ano, uma indicação de que a taxa de evasão é de 53%, 47% e 45% respectivamente, com o Nepal, o Camboja e Bangladesh logo atrás.
Enquanto o ensino progride, o abismo entre os sexos aumenta, concluíram os autores do estudo. Frequentemente insignificante no nível fundamental, a disparidade na Ásia entre o número de estudantes meninos e meninas chega a 61% contra 39% na universidade. Os países do leste asiático respondem por, aproximadamente, dois terços do total de matrículas, em grande medida por causa da China, onde o total de matrículas no terceiro grau excede o de todos os países do sul e do oeste da Ásia combinados (12,1 e 11,3 milhões de estudantes, respectivamente), destacou o relatório.


