A campanha eleitoral para as eleições presidenciais de amanhã no Irã se aproxima do final com um aumento da tensão, devido à multiplicação dos incidentes violentos e de um endurecimento do tom utilizado pelos adversários do atual presidente Mohamed Khatami, favorito nas pesquisas.
No início da campanha, os incidentes se limitaram a ataques contra os birôs eleitorais dos dez candidatos à Presidência. Mas nos últimos dias a violência se intensificou e os comícios eleitorais foram substituídos algumas vezes por batalhas campais.
Na última segunda-feira à tarde em Islamabad-e-Gharb (Leste), ‘‘agitadores’’ perturbaram um discurso do candidato conservador Ahmad Tavakoli e o fato degenerou em choques de rua que causaram vários feridos, enquanto a polícia deteve meia centena de pessoas.
Dois partidários de Khatami foram gravemente feridos, ao ser esfaqueados em um ataque contra o quartel general eleitoral do atual presidente, em Zandkhan (Noroeste). ‘‘Foram registrados mais de cem ataques desde o início da campanha contra instalações eleitorais de Abdollah Jasbi’’, informou ontem Mohamed Sadegh-Mahdavi, diretor de campanha deste candidato conservador.
Tavakoli, considerado o principal adversário de Khatami, também denunciou a responsabilidade dos partidários do presidente reformista na violência. ‘‘Khatami não está implicado em nada, mas quem faz isto faz em seu nome’’, declarou Tavakoli ontem numa entrevista à imprensa.
Enquanto isso, o presidente Khatami aposta na tranquilidade e não fala nunca de seus nove adversários. Contenta-se em pedir incansavelmente aos iranianos que votem em massa pela ‘‘liberdade’’ e pela continuação das ‘‘reformas’’.

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