As várias denúncias ajudaram a isolar o antigo líder
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quinta-feira, 07 de junho de 2001
Oscar Laski France PresseDe Buenos Aires 
Só temo a Deus; de Deus para baixo, a ninguém. Esta era a frase preferida do ex-presidente Carlos Menem quando desfrutava, sem obstáculos, do doce sabor do poder. A ordem de prendê-lo veio de um dos magistrados que a imprensa apontava anos atrás como permeável às pressões do governo Menem, mas que se tornou símbolo da transformação judicial destes últimos meses.
De acordo com os detratores de Menem, ele teceu pacientemente uma rede que lhe permitiu formar uma Suprema Corte com uma chamada maioria automática e juízes que não se animavam a aprofundar as várias denúncias de corrupção. Mas a saída do poder, as lutas internas do seu Partido Justicialista (PJ, peronista), as denúncias e as brigas familiares começaram a isolar o homem que ocupou o centro da vida política argentina durante uma década.
As acusações crescentes de irregularidades e o estilo frívolo de gestão de Menem, em meio a um alarmante desemprego e pobreza, enfastiaram a sociedade argentina durante o seu segundo mandato (1995-99) e acabaram minguando seu enorme capital político.


