Artilharia russa faz ataque mais violento contra a Chechênia
France Presse
e Ansa
De Grozny, Rússia
O Estado-Maior da Rússia anunciou ontem o início da terceira fase da campanha militar na república separatista russa da Chechênia, a qual terá como objetivo a conquista da montanhosa região sul e a completar o aniquilamento dos rebeldes chechenos até o fim do ano.
Quase dois meses depois de as forças federais terem entrado na região, cerca de 50% do território está sob controle russo, basicamente as regiões norte e oeste. Por sua vez, um dos comandantes da guerrilha, Shamil Bassayev inimigo número 1 de Moscou anunciou na televisão local que seus homens estão preparando uma contra-ofensiva. Se, por um lado, os russos dizem ter matado centenas de rebeldes até agora, por outro analistas militares dizem que até o momento houve poucos enfrentamentos e a maioria das vítimas dos ataques aéreos e de artilharia é formada por civis.
Coincidindo com a nova fase da guerra, os militares desencadearam na noite de quinta-feira o pior bombardeio contra a Chechênia. Em apenas 24 horas, a aviação russa realizou mais de cem incursões, principalmente contra a capital chechena, Grozny, e a cidade de Urús-Martan nas quais as forças chechenas organizam a resistência e a zona montanhosa do sul, onde os rebeldes se refugiam.
Por outra parte, a saúde do presidente russo Boris Yeltsin, continuava ontem como o asssunto principal em Moscou. Os médicos e colaboradores desmentiram reportagens na imprensa local sobre sua morte iminente.
O Kremlin confirmou que Yeltsin estava em sua casa de campo tratando uma virose complicada por uma bronquite aguda. Mas não conseguiu convencer a imprensa, que continuava divulgando especulando sobre o verdadeiro estado de saúde do líder russo.
A imprensa russa destaca que um eventual afastamento de Yeltsin favoreceria o primeiro-ministro Vladimir Putin, o homem forte na guerra contra a Chechênia e o candidato mais cotado para as eleições presidenciais de 2000.





